Psicoterapia para mães em conflito com a maternidade

Psicoterapia para mães em conflito com a maternidade

Um espaço de acolhimento para mulheres que vivem sentimentos ambíguos em relação à maternidade — sem julgamentos, com respeito e escuta afetiva.

Quando o desejo de ser mãe não vem: a pressão silenciosa sobre quem não quer engravidar

Nem toda mulher deseja ser mãe — e tudo bem. Mas, infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade que questiona, julga ou insiste que esse desejo vem com o tempo.

A ausência do desejo materno é tão legítima quanto sua presença. E não diz nada sobre afeto, empatia ou feminilidade.

Quantas vezes mulheres são tratadas como incompletas, egoístas ou vazias por não desejarem filhos? Essa pressão silenciosa pode gerar culpa, conflito interno e até sofrimento psicológico.

Escolher não ser mãe também é um caminho possível. É um exercício de escuta, de autonomia, de autorrespeito. Se você vive esse dilema ou já enfrentou olhares e perguntas difíceis, saiba: sua história importa. E você merece ser ouvida com respeito e acolhimento.

Você nem viu o bebê. Mas ela perdeu um mundo inteiro.

Às vezes, o mundo só reconhece uma perda quando ela é visível.

Mas, para uma mãe, a perda de um bebê — mesmo que antes do nascimento — pode ser devastadora.

Ela já tinha feito planos.
Imaginado o rostinho.
Tocado a barriga como quem conversa em silêncio.

E quando tudo se desfaz, o mundo espera que ela siga.
Porque “nem conheceu o bebê”.
Como se isso fizesse a dor menor.

Mas ela perdeu um mundo inteiro.
Um mundo que só ela habitava.
E esse luto precisa ser reconhecido. Validado. Acolhido.

Você não precisa ter fotos, enxoval ou certidão para justificar sua dor.
Se houve amor, houve vínculo.
E se houve vínculo, toda despedida é luto.

O peso que ela carrega (e ninguém vê…)

A sociedade aplaude mães fortes.
Mas pouco olha para o quanto elas estão cansadas.

O peso que uma mulher carrega quando se torna mãe não é só o do corpo cansado — é o da responsabilidade, da culpa, da sobrecarga emocional. É ela que lembra da vacina, do uniforme, do lanche, do remédio.

É ela que tenta dar conta do bebê, da casa, do trabalho, do mundo… e ainda sorrir.

Muitas vezes, faz tudo sozinha.
Outras, até com ajuda — mas ainda é ela que pensa em tudo.

A carga mental é real.
E ninguém vê.
Mas ela sente. Todos os dias.

Você não precisa dar conta de tudo.
Você merece apoio. Merece pausa.
Merece ser cuidada também.

Renata Macedo Bichir

CRP 06/185726

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