Psicoterapia perinatal

Psicoterapia perinatal

Apoio psicológico para gestantes, puérperas e mulheres em todas as fases da maternidade, com foco no emocional, identidade materna e rede de apoio.

Nem toda mãe se reconhece no início — e tá tudo bem

Categoria: Maternidade | Identidade materna | Puerpério

Nem toda mulher se reconhece no papel de mãe logo após o nascimento do filho — e isso não significa que ela esteja falhando. O puerpério é um território desconhecido para muitas, um intervalo entre quem se era e quem está nascendo junto com o bebê.

A verdade é que o amor nem sempre é imediato. O instinto nem sempre vem. E a entrega pode ser mais dolorosa do que se esperava.

Mas isso não torna ninguém menos mãe, nem menos capaz. Só revela o quanto a maternidade é humana, real e cheia de nuances.

Você não precisa se encaixar em nenhuma idealização. Você precisa ser acolhida.

Se você está passando por essa fase e sente que não está se encontrando, saiba: você não está sozinha. A sua dor é legítima — e merece escuta, sem julgamento.

Quando o desejo de ser mãe não vem: a pressão silenciosa sobre quem não quer engravidar

Categoria: Escolhas reprodutivas | Mulheres sem filhos

Nem toda mulher deseja ser mãe — e tá tudo bem. Mas, infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade que questiona, julga ou insiste que esse desejo virá com o tempo.

A ausência do desejo materno é tão legítima quanto sua presença. E não diz nada sobre afeto, empatia ou feminilidade.

Quantas vezes mulheres são tratadas como incompletas, egoístas ou vazias por não desejarem filhos? Essa pressão silenciosa pode gerar culpa, conflito interno e até sofrimento psicológico.

Escolher não ser mãe também é um caminho possível. É um exercício de escuta, de autonomia, de autorrespeito.

Se você vive esse dilema, ou já enfrentou olhares e perguntas difíceis, saiba: sua história importa. E você merece ser ouvida com respeito e acolhimento.

Da barriga elogiada… ao corpo julgado

Durante a gravidez, muitos elogios:
“Você está radiante!”
“Que barriga linda!”
“Você combina com a gestação!”

Depois do parto…
Vêm os olhares.
Os comentários disfarçados.
As críticas veladas.

Como se o corpo da mulher devesse se “recuperar” rápido.
Como se ela não estivesse cuidando de um ser humano inteiro — e de si mesma, em mil pedaços.

O corpo que gerou, pariu e acolheu é sagrado.
Ele não precisa voltar a ser o que era.
Ele merece ser honrado pelo que é: abrigo, entrega, vida.

Não é sobre estética.
É sobre respeito.

Que a gente possa olhar esse corpo com mais carinho.
E lembrar: ele é lar. Não vitrine.

Luto gestacional: quando o amor nasce e parte ao mesmo tempo

Categoria: Luto perinatal | Perdas gestacionais

Falar sobre luto gestacional ainda é tabu. Mas quem já passou por uma perda na gestação sabe que o amor pelo bebê nasce desde o primeiro traço no teste — e, por isso, a dor também nasce cedo.

É um luto sem rituais, sem reconhecimento, muitas vezes vivido em silêncio. A sociedade espera que a vida siga… Mas como seguir quando parte do coração ficou ali?

Cada perda tem sua história. E cada história tem um tempo. Um choro. Um processo. Não existe tamanho certo para a dor, nem tempo certo para superá-la.

Existe apenas o que você sente — e isso já é o bastante para ser cuidado. Se você viveu uma perda e sente que ninguém te escutou de verdade… Que sua dor foi invisibilizada… Eu quero te dizer: você tem o direito de sentir. E merece ser acolhida com todo o cuidado que esse momento exige.

Renata Macedo Bichir
CRP 06/185726

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